sexta-feira, 27 de agosto de 2010

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

8 Mostra de Terapia Cognitivo Comportamental


Dia 17 de setembro nos Auditórios da UERJ, das 9h as 18h.
Local: Rua São Francisco Xavier, 524 - Maracanã
Local para retirada de material: Hall do primeiro andar (bl. F)

Temas

  • Integração das psicoterapias cognitivas

  • Neurociência

  • Terapia sexual

  • Transtornos da personalidade

  • Transtornos alimentares

  • Transtornos de ansiedade

  • Transtorno do humor

  • Dependências químicas

  • Teraoia na Infância e adolescência

  • Habilidades sociais

  • Psicologia da saúde


  • Maiores informações pelo site www.atc-rio.org.br

    quinta-feira, 12 de agosto de 2010

    Palmada: contra ou à favor?

    O escritor Machado de Assis, que freqüentou apenas o primário, tratou do tema no Conto de Escola, em que a palmatória se faz onipresente: “E essa lá estava, pendurada do portal da janela, à direita, com os seus cinco olhos do diabo. Era só levantar a mão, despendurá-la e brandi-la, com a força do costume, que não era pouca”.

    O debate "bater versus não bater" apresenta alguns complicadores. Os termos palmada, punição corporal, surra, espancamento, parecem não ser diferenciados. A punição corporal é definida como "punição aplicada em qualquer parte do corpo e de qualquer tipo", a famosa palmada (spanking) define-se como "um tapa, aplicado com a mão aberta, nas nádegas ou em extremidades do corpo, visando a modificação do comportamento" (Baumrind). Em segundo lugar, este debate volta-se para a ética e os direitos da criança. Em terceiro lugar, a questão dos efeitos da palmada, da punição corporal, é controversa entre leigos e especialistas.

    Culturalmente, a palmada foi utilizada no ambiente escolar como instrumento disciplinador. O uso da palmatória era frequente, nos dias de hoje não mais. A Psicologia aconselha que se a criança não gosta de fazer as tarefas escolares, por exemplo, os pais poderão determinar que ela só poderá brincar ou assistir à televisão depois de acabar de estudar. Assim, pais e mães evitam que a criança não cumpra com suas obrigações e não precisam castigá-la com a prática educativa parental da palmada. Também a escola aplica o castigo de não haver intervalo, caso não cumpra as tarefas em sala de aula ou tenha comportamento inadequado. A escola e a família ainda não caminham juntas no sentido de disciplina e imposição de limites. Os pais atuais precisam ter acesso ao conhecimento de outras práticas educativas que sejam eficazes para criar e manter um repertório de comportamentos adequados, ajudar o desenvolvimento de habilidades sociais em seus filhos e manter uma dinâmica familiar com muita responsividade, afeto e comprometimento. A escola deve caminhar em parceria com a família, ter especialistas em seus quadros funcionais, necessariamente.

    É preciso dizer NÃO aos nossos filhos, incutir responsabilidades, estabelecer normas, corrigir, reforçar positivamente a boa conduta, incentivar, adequar, colaborar, propiciar autonomia e auto-estima, ensinar e AMAR acima de tudo. Mas, COM OU SEM PALMADAS? O projeto de Lei da PALMADA vem à tona trazendo inúmeras discussões: uma palmada deverá ser considerada crime? Então deverá ser criada a Lei contra filhos que batem em seus pais, por exemplo, isto tem acontecido, também em Alagoas. Com a lei aprovada, a garantia de privacidade familiar, a autoridade dos pais será mantida? Talvez devêssemos realizar um referendo onde todos pudessem expor sua opinião, à exemplo de alguns países.

    A palmada possui efeito imediato, suprime o comportamento. Para alguns pais, é eficaz, reforçando este comportamento de bater. Os filhos, geralmente, sentem dor física e também apresentam respostas emocionais, tais como raiva, culpa, vergonha, medo e ansiedade, que podem demorar a cicatrizar. Alguns apresentam comportamentos de contra-ataque, apatia ou ainda comportamentos de fuga e esquiva para livrar-se da punição corporal e, neste caso, as crianças (quando o parente está por perto) não apresentam o comportamento de que foram punidas, não por terem aprendido o correto, mas para escaparem das palmadas. Outras ainda verbalizam “nem doeu”, ainda que doa. Cada ser humano é um estranho ímpar e de atitudes e reações particulares. A grande pergunta é: resolve dar palmada?

    De todo modo, a tolerância é salutar em todas as esferas dos relacionamentos humanos. Aprendamos a conversar com nossos filhos!

    Fonte: http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=209701
    Suzy Maurício é psicóloga clínica, especialista em Psicologia Hospitalar e Domiciliar, palestrante do Conselho Estadual da Criança e do Adolescente –CEDCA. www.suzymauricio.com 


    Reflita !!!

    segunda-feira, 2 de agosto de 2010

    Viver como as flores


    Mestre, como faço para não me aborrecer, com as pessoas?
    Algumas falam demais, falam de nossa vida, gostam de fazer intriga, fofoca, outras são ignorantes.
    Algumas são indiferentes.
    Fico magoado com as que são mentirosas. "Sofro com as que caluniam".
    - "Pois viva como as flores!", advertiu o mestre.
    - "Como é viver como as flores?" Perguntou o discípulo.
    - "Repare nestas flores", continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim.
    "Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas.
    Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche
    o frescor de suas pétalas.
    É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem.
    Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento.
    Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora. Isso é viver como as flores."

     fonte: www.padremarcelorossi.com.br