segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O ano novo que chega !!

uma receita de Ano Novo dada pelo poeta que amo : Carlos Drummond de Andrade
Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções

para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.


Texto extraído do "Jornal do Brasil", Dezembro/1997.





Lindo, espero que gostem!
Feliz 2012!!

Assédio moral

Reportagem do site: http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/violencia_invisivel.html

Vítimas desenvolvem sintomas de transtorno de estresse pós-traumático

Coação, humilhação e constrangimento são situações que muitas vezes não são percebidas como agressão dentro das empresas. O assédio moral é uma forma de violência psicológica extrema no ambiente de trabalho e, infelizmente, frequente – no Brasil, 36% dos trabalhadores a sofrem de forma sistemática, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Conflitos nas relações de trabalho são normais e até mesmo saudáveis. No entanto, se eles se desdobram em episódios de estigmatização, exclusão e, em alguns casos, em ofensas físicas e verbais, a situação se caracteriza como assédio moral. Suas possíveis causas vão desde a cultura do ambiente do trabalho, que fecha os olhos às condutas repressivas e arbitrárias dos superiores sob o pretexto de aumentar a produtividade, até variáveis individuais, como a vulnerabilidade da vítima e a personalidade do agressor, que em mais de 90% dos casos, é o chefe direto.

O dano psicológico pode se manifestar desde sinais de estresse, como irritabilidade e insônia, até distúrbios psíquicos graves, como depressão e abuso de substâncias químicas. Estudos de vários países têm apontado que pessoas que sofrem assédio moral desenvolvem sintomas semelhantes aos do transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), como tensão, hipervigilância e pesadelos recorrentes. Deve-se considerar, além disso, o impacto sobre as relações sociais e afetivas das vítimas – 82,5% delas apresentam problemas de memória, 67% têm baixa autoestima e 60% desenvolvem depressão, segundo pesquisa conduzida pela médica do trabalho Margarida Barreto, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), que entrevistou 42.000 trabalhadores do setor público, de empresas privadas e de organizações não-governamentais (ONGs).

Entre os efeitos econômicos, estão maior número de faltas ao trabalho e perda de produtividade. O índice por doenças cardiovasculares decorrentes da degradação das condições de trabalho aumenta em todos os países, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, há apenas leis municipais e estaduais sobre o tema e uma lei federal que veda empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). Há, no entanto, um projeto de lei em discussão no Congresso Nacional que propõe a inclusão do assédio moral no Código Penal, com penas de três meses a um ano de cadeia e multa para o agressor.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

9ª Mostra de Terapia Cognitivo-Comportamental

Data: 29 e 30 de setembro de 2011
Local: Uerj - Pavilhão João Lyra Filho, 1º andar - Rua São Francisco Xavier, 524, Bloco F, Maracanã, Rio de Janeiro
Informações e inscrições: www.atc-rio.org.br

segunda-feira, 25 de julho de 2011

SER PSICÓLOGO

"Ser psicólogo é uma imensa responsabilidade.
Não apenas isso, é também uma notável dádiva.
Desenvolvemos o dom de usar a palavra, o olhar,
as nossas expressões, e até mesmo o silêncio.
O dom de tirar lá de dentro o melhor que temos
para cuidar, fortalecer, compreender, aliviar.

Ser psicólogo é um ofício tremendamente sério.
Mas não apenas isso, é também um grande privilégio.
Pois não há maior que o de tocar no que há de mais
precioso e sagrado em um ser humano: seu segredo,
seu medo, suas alegrias, prazeres e inquietações.

Somos psicólogos e trememos diante da constatação
de que temos instrumentos capazes de
favorecer o bem ou o mal, a construção ou a destruição.
Mas ao lado disso desfrutamos de uma inefável bênção
que é poder dar a alguém o toque, a chave que pode abrir portas
para a realização de seus mais caros e íntimos sonhos.

Quero, como psicólogo aprender a ouvir sem julgar,
ver sem me escandalizar, e sempre acreditar no bem.
Mesmo na contra-esperança, esperar.
E quando falar, ter consciência do peso da minha palavra,
do conselho, da minha sinalização.
Que as lágrimas que diante de mim rolarem,
pensamentos, declarações e esperanças testemunhadas,
sejam segredos que me acompanhem até o fim.

E que eu possa ao final ser agradecido pelo privilégio de
ter vivido para ajudar as pessoas a serem mais felizes.
O privilégio de tantas vezes ter sido único na vida de alguém que
não tinha com quem contar para dividir sua solidão,
sua angústia, seus desejos.
Alguém que sonhava ser mais feliz, e pôde comigo descobrir
que isso só começa quando a gente consegue
realmente se conhecer e se aceitar."

Walmir Monteiro

domingo, 5 de junho de 2011

Entrevista

Entrevista: Antônio Egídio Nardi, professor de psiquiatria da UFRJ        

Este texto é um "pouco antigo" mas achei bacana!!! Para quem é da área é bem interessante esta pesquisa !!!


Saúde & Lazer
04-Fev-2009
Pesquisador conduziu estudo que avaliou efeitos em longo prazo do clonazepam e da paroxetina, em pacientes com transtorno de pânico. Resultados foram apresentados durante o 17º Congresso Europeu de Psiquiatria, realizado semana passada em Lisboa (Portugal). Dublin (Irlanda) – O clonazepam e a paroxetina são dois medicamentos freqüentemente utilizados no tratamento do transtorno de pânico, associado a episódios de medo e ansiedade intensos, acompanhado, em alguns casos, por agorafobia (medo de estar sozinho em locais públicos).

Embora muitos pacientes utilizem as drogas por toda a vida, de acordo com Antonio Egido Nardi, Professor Associado do Instituto de Psiquiatria da UFRJ, nenhum estudo até o momento havia estudado os efeitos destas drogas por um período longo de tempo. Em entrevista à Agência Notisa, Nardi, um dos autores de estudo brasileiro, apresentado durante o 17º Congresso Europeu de Psiquiatria, realizado semana passada em Lisboa (Portugal), conta qual foi o ponto de partida dos pesquisadores, os principais resultados identificados e qual será o próximo passo do grupo científico. Segundo ele, a pesquisa analisou 120 pacientes com transtorno de pânico e acompanhou o grupo por três anos, avaliando a eficácia e os efeitos colaterais dos medicamentos utilizados separadamente ou em associação.
Agência Notisa - Qual foi o ponto de partida do estudo e no que ele se diferencia de outros?
Antônio Egídio Nardi - Esse é um estudo baseado na prática clínica, pois tanto o clonazepam quanto a paroxetina são medicamentos com mecanismo de ação diferente muito utilizados no tratamento de transtorno de pânico. O que há de original no nosso estudo é o segmento em longo prazo, por 3 anos, de pacientes com transtorno de pânico tratados apenas com clonazepam ou apenas com paroxetina. Nós fizemos, primeiro, um tratamento para fase aguda com duração de oito semanas com o objetivo de verificar quais pacientes apresentaram melhora ou não. Aqueles que melhoraram foram convidados a participar de um estudo que os acompanharia por três anos.
Notisa - Por que acompanhar somente os que apresentaram melhora?
Nardi - Porque aqueles que não melhoraram tinham duas opções: ou mudar de medicamento, ou passar para um terceiro grupo, ao qual seria prescrito uma associação do clonazepam à paroxetina – o que acabou sendo, de fato, feito. Este não era um dos nossos objetivos iniciais do estudo, mas é algo muito comum na prática. Uma outra questão desse estudo é que nós tentamos unir uma metodologia científica, de avaliação com escalas e quantificação de resultados, a uma avaliação naturalística, uma avaliação do acompanhamento natural de um tratamento médico, no qual é freqüente a associação de medicamentos. Daí nós decidimos formar esse terceiro grupo.
Notisa - Quantos pacientes entraram no estudo e quantos melhoraram neste período de oito semanas?
Nardi - Iniciaram o estudo 120 pacientes nos dois grupos, e 80% melhoraram e seguiram o estudo até o final.
Notisa - Como foi a condução do estudo após as oito semanas iniciais?
Nardi - Uma questão que nós queríamos também responder é se os dois medicamentos, em dois grupos separados, sozinhos, manteriam a eficácia após três anos. E nós verificamos exatamente isso: tanto a paroxetina quanto o clonazepam, que são remédios inteiramente diferentes, mantiveram os resultados terapêuticos ao final de três anos.
Notisa - Todos os participantes apresentavam o mesmo quadro?
Nardi - Sim. Todos tinham transtorno de pânico com agorafobia, alguns mais graves, outros menos graves. Como a seleção dos pacientes para ambos os grupos foi randomizado, entraram pacientes de diferentes gravidades, e não houve diferenças demográficas – sexo, idade e estudo, por exemplo – entre os grupos.
Notisa - Mas ambos os medicamentos já eram utilizados na prática clínica...
Nardi – Eram e são utilizados, mas faltam estudos científicos seguindo estes pacientes por mais tempo já que muitos deles tomam estes medicamentos por toda a vida. Em geral, as pesquisas são de poucas semanas, no máximo, um ano ou um ano e meio.
Notisa - Embora ambos os medicamentos tenham apresentado resultados similares, há alguma diferença a ser destacada?
Nardi - Uma diferença que nós observamos é que o grupo do clonazepam apresentou menos efeitos colaterais do que o da paroxetina. Esse é um dado que pode sugerir uma vantagem para o clonazepam. Por outro lado, a paroxetina tem um efeito antidepressivo, ao contrário daquele. Isso é importante pois alguns pacientes podem vir a desenvolver depressão e a utilização da paroxetina pode ser favorável. Enfim, não há medicamento perfeito. Nós tentamos mostrar as qualidades e as limitações de ambos.
Notisa - No caso do médico lidando com estes pacientes, qual deve ser o critério na hora de se decidir entre um desses dois medicamentos?
Nardi – Em pacientes com transtorno de pânico em fase aguda, o clonazepam parece ser uma indicação melhor porque a resposta foi mais rápida, os pacientes melhoraram mais rapidamente. Porém, há que se avaliar questões como efeitos colaterais, depressão, comorbidades. Daí, deve-se decidir: pode-se manter essa medicação em longo prazo; a associação com a paroxetina, que é uma opção favorável que parece diminuir o número de efeitos colaterais, pois pode-se utilizar uma dose menor dos dois medicamentos; ou até uma troca pela paroxetina, como por exemplo em pacientes com muitos episódios de depressão – incluindo aí uma utilização ocasional do clonazepam, que pode ser utilizado pontualmente (ao contrário da paroxetina).
Notisa - Pode-se alternar os medicamentos?
Nardi - O ideal não é substituir, mas associar a paroxetina. Caso a clínica demonstre que é possível utilizar somnete a paroxetina, aí pode ser feita uma retirada do clonazepam.
Notisa - Qual é o próximo passo do estudo?
Nardi - O que nós estamos analisando agora é a retirada dos dois medicamentos. Ambos os grupos terminaram os três anos, e nós retiramos gradativamente os remédios ao longo de dois meses e registramos os efeitos, como os relacionados à ansiedade ou ao pânico, que poderiam voltar. O próximo passo é analisar esses dados.
Notisa - Há previsão de quando o estudo será divulgado?
Nardi - Eu espero que durante este ano (2009) nós tenhamos estes dados para apresentar em 2010.
Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)
    


até !

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Por que os homens não ajudam em casa?

A divisão das tarefas em casa é um sonho antigo das mulheres e que tem se mostrado cada dia mais urgente por causa da inserção feminina no mercado de trabalho


Muitas mulheres ainda têm como rotina jornadas de trabalho duplas, por vezes triplas. Elas têm o trabalho fora, em casa, e muitas, ainda estudam. Nessa nova realidade, não seria justo dividir as tarefas domésticas com o marido ou companheiro? Mas, por que os homens ainda têm tanta resistência em ajudar em casa?

Segundo o Doutor em Psicologia Clínica e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Sócrates Nolasco, o homem conseguiu evoluir bastante em relação ao contato com os filhos. Mas, no que diz respeito à divisão das tarefas domésticas, ele acredita que a realidade de anos atrás não mudou muito. E ele cita, sobretudo, as cidades do interior, “onde o machismo ainda predomina”.


Para o especialista, autor de vários livros sobre o comportamento masculino, como, por exemplo, O Mito da Masculinidade, “este cenário de divisão de tarefas domésticas, só mudará quando os meninos forem educados para serem adultos melhores e competentes para cuidar deles mesmos”. Você já tinha pensado nisso?

Quantas de nós estão ensinando seus filhos a ajudar em alguma tarefa de casa? Não estamos falando em colocar as crianças pra fazer a faxina, por favor, nada de exageros! Mas em ajudar naquelas coisas simples, como secar uma louça, estender o lençol na cama, organizar os brinquedos depois de usá-los…. Você já pensou sobre isso? Para as que não têm filhos, a gente propõe um exercício. Dêm uma olhada em volta e observem as famílias que conhece. Em alguma delas, você vê os meninos ajudando na rotina doméstica?


Difícil, não é? Parece que estamos deixando de ensinar as coisas do lar. Com esta nova realidade, em que pais e mães passam maior parte do dia fora de casa trabalhando, as tarefas domésticas estão virando, novamente, exclusividade das mulheres, das empregadas. O psicólogo Sócrates Nolasco faz um alerta: “Enquanto as famílias educarem seus filhos para serem príncipes, teremos esta situação que vigora por aqui”.

É pra fazer pensar, não é?


Fonte: http://www.expressomt.com.br/noticia.asp?cod=132638&codDep=8

sexta-feira, 13 de maio de 2011

IV Semana de Psicologia UFF

     Galera,
     Semana que vem iniciará a IV Semana de Psicologia na Universidade Federal Fluminense, em Niterói ( RJ). Haverá mesa-redonda, oficinas e cursos. Vale a pena conferi!!!!

     Para maiores informações ou contatos, mande um e-mail para semanapsiuff@gmail.com. Ou acesse: dapsiuff.wordpress.com ou www.slab.uff.br/gsi.

Até !

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Equilíbrio

o que é paz
como se ter equilíbrio
saber o que é felicidade
ouvir seu coração
respire fundo
relaxe
ajude alguém
faça o bem
a você e ao outro

Nesse mundo, vivemos mais para o outro ou para nós mesmos??
Guardamos algum silêncio ou gastamos em palavras que marcam??
Poupamos tempo para reflexão....
Ruínas surgem para permitir a trans forma ção
Mude sua forma ou valorize a sua forma.


PeNsE NiSsO

bom feriado a todos!!



por Raquel Soares

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Martha Medeiros - Adoro Domingos

Se você fizer uma enquete sobre o dia mais odiado da semana, vai ouvir a mesma resposta de todos os entrevistados: segunda-feira. Tsk, tsk, que falta de espírito de aventura. Nada como uma segunda-feira novinha em folha pra você dar continuidade a tudo o que ficou pendente na semana passada. Se você acha que só uma neurótica comemoraria a volta ao trabalho e ao trânsito, está esquecendo o que a segunda-feira tem de melhor: acabou o domingo.

Domingo só é bom quando você está fora da cidade e, melhor ainda, do país. Estando em casa, o cenário é de guerra: as camas permanecerão como amanheceram, o jornal passará o dia inteiro esquartejado no chão da sala e a cozinha será interditada pela Vigilância Sanitária. E ao ligar a televisão num canal aberto, aí mesmo é que a pulsão para o suicídio será latente. Domingo é um tédio. Mas há como salvá-lo.

Domingo passado me ofertei uma overdose de Domingos. Assisti no DVD aos filmes Separações e Feminices, li alguns textos seus para teatro reunidos em livro, me deliciei com os perfis que ele escreveu de Claudia Abreu e Debora Bloch na revista Lola, e ainda sobrou tempo para curtir seu blog. Recomendo Domingos Oliveira contra o marasmo dos dias, de qualquer dia.

Como muitos sabem da minha fissura por Woody Allen, podem estar fazendo a conexão, já que dizem que um é a versão do outro, mas acho que cada um é brilhante a seu modo. Se há uma conexão, é a da inteligência, da irreverência e do prazer. Eles falam da dor existencial como se ela fosse um presente dos deuses, como se ela devesse ser consumida com uma pequena dose de sarcasmo e um bom vinho. Sempre é outono no universo desses cineastas, mesmo que esteja nevando lá fora ou que um mormaço africano esteja derretendo catedrais. Em suas obras, a vida é celebrada a cada palavra, a cada vírgula, e sem ponto final. Não há pedantismo, não há manipulação dos sentimentos, tudo é poesia, mistério e graça. Há quanto tempo você não se depara com poesia, mistério e graça?

Adoro também o jeito que eles dirigem seus filmes. Fica-se com a sensação de que tudo é um grande e ininterrupto ensaio, que o roteiro não precisa ser seguido com rigidez e que o improviso dá o tom do espetáculo: não é assim a vida fora do palco e das telas?

E há, por fim, o amor. A paixão. As desilusões. A ópera burlesca dos desejos. A busca incessante por estar com o outro, ser amado pelo outro, ganhar algum significado através do outro. É um balé de encontros e desencontros tragicômico que fica continuamente em cartaz nos dias úteis – já que o fim de semana é para amantes sem imaginação.

Domingo, não. Domingos, sempre.

Retirado do Jornal O globo



Achei muito legal ! pensem sobre isso !!
bjss

segunda-feira, 14 de março de 2011

Terapia Psicológica

"O principal objetivo da Terapia Psicológica, não é transportar o paciente para um impossível estado de felicidade, mas sim ajudá-lo a adquirir firmeza e paciência diante do sofrimento. A vida acontece no equilírio entre a alegria e a dor. Quem não se arrisca para além da realidade jamais encontrará a verdade."

Carl Gustav Jung




terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Psis em crises de emergência

       São inúmeras as consequências das chuvas na  Regão Serrana:  aproximadamente 700 mortes, 7.780 pessoas estão desalojadas (aquelas que estão na casa de vizinhos ou familiares) e 6.050 desabrigadas (aquelas que perderam tudo e necessitam de abrigos públicos), de acordo com o último balanço da Defesa Civil Estadual. Esse fato vem mobilizando muitos profissionais da área de saúde como médicos, enfermeiros e psicólogos para ajudarem pessoas que perderam parentes e casas.
       Lidar com a perda de parente, com a perda de casa e pertences não é fácil. Por isso, a ajuda psicológica nesse momento é muito importante. Nesse momento, o psicólogo pode auxiliar as pessoas a lidarem com as alterações bruscas da vida,  em que elas se vêem afetadas por uma situação de crise ou de emergência. O que ocorreu na Região Serrana é uma circunstância que gerou um impacto muito forte na vida de inúmeras pessoas que vivenciaram momentos difíceis de desespero, sufoco e perda.
       Participo de um grupo de email que reúne estudantes de psicologia e profissionais e achei muito bacana a mobilização de vários psicólogos.  É muito importante a arrecadação de donatários! Mas toda ajuda é sempre bem vinda!!!

                    


foto retirada do site: http://picasaweb.google.com/lh/view?q=trag%C3%A9dia%20regi%C3%A3o%20serrana&psc=G&filter=0#5562956798731001954

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Só por hoje - Oração da Serenidade

SÓ POR HOJE - procurarei viver apenas o dia que passa, sem tentar resolver ao mesmo tempo todos os problemas da minha vida. Durante vinte e quatro horas apenas, poderei fazer alguma coisa que me encheria de pavor se eu pensasse que tinha de a fazer pelo resto da minha vida.


SÓ POR HOJE - sentir-me-ei feliz. Farei verdadeira aquela frase de Abraham Lincoln: - "A maior parte das pessoas é tão feliz quanto resolve ser".

SÓ POR HOJE - procurarei fortalecer a minha inteligência. Aprenderei alguma coisa de útil. Vou ler alguma coisa que exija esforço, pensamento e concentração.

SÓ POR HOJE - procurarei adaptar-me aos factos, em vez de procurar adaptar tudo o que existe aos meus próprios desejos.

SÓ POR HOJE - exercitarei a minha alma de três maneiras: - Procurarei fazer um benefício a alguém, sem o contar a quem quer que seja. Farei, pelo menos, duas coisas que hoje não me apetece fazer, só por exercício. E se alguma coisa me magoar, não o revelarei a ninguém.

SÓ POR HOJE - procurarei mostrar melhor aparência: - vestir-me-ei bem, falarei baixo, agirei delicadamente, não farei críticas e não tentarei corrigir, nem dar ordens a ninguém a não ser a mim mesmo.

SÓ POR HOJE - estabelecerei um programa de acção. É possível que não o siga à risca, mas tentarei. Vou evitar duas pragas: - a pressa e a indecisão.

SÓ POR HOJE - dedicarei uma meia hora a mim mesmo para meditação e repouso. Durante essa meia hora vou procurar ter uma melhor perspectiva da minha vida.

SÓ POR HOJE - não terei medo. Especialmente, não hei-de ter medo de apreciar a beleza e de acreditar que aquilo que eu der ao mundo, o mundo me devolverá.
  

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